Vamos louvar!



O louvor não é algo exclusivo do cristão, faz parte da vida, do resultado dos acontecimentos e interações entre os seres humanos; quando elogiamos ou agradecemos a alguém ou aprovamos alguma atitude, estamos louvando; no entanto, a expressão “louvor”, ou “louvar”, é muito utilizada pelos cristãos, e demasiadamente associada à idéia de cantar, tocar, “erguer a voz”, em sinal de gratidão e satisfação. É comum ouvir entre os cristãos sobre o “momento do louvor”; como é inspirador, como traz boas emoções e pensamentos; ou seja, o louvor, para o cristão, geralmente está relacionado a uma expressão coletiva; “emotiva”; própria de um contexto específico; mas deve ser, também, fruto de uma decisão racional e pessoal de reconhecer a soberania do Senhor, o seu amor; misericórdia e o seu agir, em cada vida.

“Ó Senhor Deus, nós te louvaremos por causa do teu poder; nós cantaremos e louvaremos a tua força.” (Salmos 21:13/NTLH)

Louvar significa[1]: elogiar; enaltecer; declarar (-se) digno de aprovação; exaltar; bendizer; ou seja, reconhecer alguém, ou a si mesmo, como merecedor de elogios e honras. Para que isso aconteça de forma espontânea, sincera e intensa, devemos estar próximos daquele a quem louvamos, pois, é impossível reconhecer grandes qualidades em alguém que não conhecemos bem. Quando temos uma grande experiência em nossas vidas, algo que traz um grande bem, uma grande vitória ou solução, sentimo-nos impelidos à gratidão, ao reconhecimento; como passar por um tratamento intenso que leva à cura de uma doença terminal; se reconhecemos que há alguém responsável pela cura: o médico; a equipe; Deus; a sua própria força de vontade e fé; ou tudo isso junto, vamos querer agradecer, elogiar, presentear, pode até nos dar vontade de gritar, cantar ou dançar; vamos recomendar a outros, contar para os amigos, parentes, e até para desconhecidos. O ato de louvar terá maior expressão e intensidade, quanto maior for o reconhecimento da grandiosidade e importância do seu fato gerador, da graça recebida, da impossibilidade de se conseguir chegar à mesma condição pelas próprias forças.

“¹Quando o Senhor Deus nos trouxe de volta para Jerusalém, parecia que estávamos sonhando. ²Como rimos e cantamos de alegria! Então as outras nações disseram: “O Senhor fez grandes coisas por eles!” ³De fato, o Senhor fez grandes coisas por nós, e por isso estamos alegres.” (Salmos 126:1-3/NTLH)

Louvar, para quem “recebe” algo muito bom, é a expressão da alegria, do contentamento, sendo assim, independente do meio utilizado para demonstrar gratidão ou elogiar (cantando; tocando; discursando publicamente; escrevendo uma carta ou cartão; etc), pode haver grande diferença no entusiasmo de quem presta louvor, assim como de quem recebe o elogio. Na escritura acima, a alegria dos cativos era tamanha que se fez visível a outros povos, “transferindo” o reconhecimento da sua grandeza para eles; ou seja, o louvor espontâneo e transbordante serviu de inspiração a outros, abrindo a possibilidade de desejarem buscar esse resultado para a sua própria vida.

Para um cristão que teve verdadeira conversão, o louvor é expresso naturalmente, com substância, de variadas formas e em diversos momentos. Não há como reconhecer verdadeiramente a Deus; os seus planos; a sua atuação específica em cada vida; a sua graça salvadora demonstrada na cruz de Cristo; o seu amor dedicado a pessoas que não o merecem, e não se maravilhar. Se decidir reconhecer a grandeza de Deus e o sacrifício de Jesus, a sua vida deve expressar isso aos outros, outros devem enxergar “ações de graça”; de reconhecimento, não importa por qual meio. Se é pela música: cantando; tocando; compondo; fazendo arranjos; ensinando; aprendendo; etc; ou se é servindo de outra forma: escrevendo; falando; ouvindo; organizando; estando disponível; orando; buscando entendimento; etc; deve ser feito com coração; alma; entendimento; “forças”; como nos manda o Pai:

“Um mestre da Lei que estava ali ouviu a discussão. Viu que Jesus tinha dado uma boa resposta e por isso perguntou: Qual é o mais importante de todos os mandamentos da Lei? Jesus respondeu: É este: “Escute, povo de Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças.” (Marcos 12:28-30/NTLH)

A Bíblia contém exemplos de pessoas que reconheceram a ação de Deus em suas vidas e “louvaram a Deus” ao verem grandes milagres (transformações em suas vidas):

“E, quando um deles, que era samaritano, viu que estava curado, voltou louvando a Deus em voz alta. Ajoelhou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Jesus disse: Os homens que foram curados eram dez. Onde estão os outros nove? Por que somente este estrangeiro voltou para louvar a Deus? (Lucas 17:15-18/NTLH)

Na passagem dos “Dez leprosos”, Jesus cura os dez, mas apenas um, que era samaritano (visto como impuro aos olhos do povo judeu), volta “louvando a Deus em voz alta”, demonstrando a sua alegria e alívio, sem preocupação do que poderiam estar pensando sobre a sua atitude; além disso, no versículo dezesseis, a Bíblia descreve qual foi a sua postura diante de Jesus: “Ajoelhou-se aos seus pés e lhe agradeceu”; mostrando, assim, reverência; respeito; reconhecimento; gratidão; desprendimento; humildade; características de alguém que, além da transformação física da cura, conheceu algo maior: compaixão; misericórdia; amor; imparcialidade; características de um Deus que não julga pela aparência; origem ou situação; mas pela crença sincera (fé) de que existe um Deus poderoso para lhe dar a graça desejada.

“E foram até Jesus grandes multidões levando coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros doentes, que eram colocados aos seus pés. E ele curou todos. O povo ficou admirado quando viu que os mudos falavam, os aleijados estavam curados, os coxos andavam e os cegos enxergavam. E todo o povo louvou ao Deus de Israel. (Mateus 15:30-31/NTLH)

Quando Jesus realizou muitos milagres em meio a multidões, isso também despertou o reconhecimento, pelo menos naquele momento, que era o poder de Deus sendo derramado através de Jesus, e isso os fazia “louvar”, agradecer; talvez cantar; clamar; não há a descrição exata do que o povo fez, mas, apenas que “louvaram ao Deus de Israel”, reconhecendo o seu poder e misericórdia para com pecadores.

Moisés e Miriam louvaram a Deus com canções, depois da travessia em solo seco pelo mar vermelho, e pela libertação no Egito (Êxodo 15); Naamã, o sírio, louvou a Deus oferecendo ofertas de gratidão por sua cura (2 Reis 5); Davi se alegrou com a volta da arca da aliança, dançou e pulou de alegria (1 Crônicas 15:29); depois cantou com o povo (1 Crônicas 16); enfim, muitos em muitos exemplos, louvaram a Deus por reconhecerem algum acontecimento maravilhoso em suas vidas, expressando gratidão e alegria; mas não devemos esquecer que parte desses não mantiveram a sua fé até o fim (João 6:66/Atos 5:3-4), ou seja, em sua vida, deixaram de reconhecer a Deus como Senhor, buscaram outras formas de viver, longe de Deus.

Isso nos alerta para o fato de que o louvor é uma expressão de um “estado de espírito”; é uma conseqüência e não o elemento original. Antes de louvar tomamos a decisão de crer; buscar; conhecer; e experimentamos ou testemunhamos resultados incríveis; só então vem a vontade de extravasar; de expressar a Deus e aos outros a nossa alegria e gratidão. Sendo assim, a falta da expressão do louvor verdadeiramente sincero e espontâneo através do canto; da dança; do clamor; da oração; da pregação; do evangelismo; do aconselhamento; enfim, de externar a nossa fé e reconhecimento do poder, dos planos e da ação de Deus em nossas vidas, de acordo com nossas características e capacidades, revela, provavelmente, uma “falha na conexão” com o Pai; uma fé enfraquecida; talvez uma conversão superficial ou incompleta. Assim, se não estamos sentindo vontade de prestar louvor; ou se a nossa intensidade está baixa, precisamos avaliar porque não queremos externar o reconhecimento do Senhor como o Soberano; o Salvador; aquele que nos resgatou e transformou as nossas vidas. O louvor cristão é uma reação natural de quem se sente presenteado pelo amor de Deus.

“Eu sempre darei graças a Deus, o Senhor; o seu louvor estará nos meus lábios o dia inteiro. Eu o louvarei por causa das coisas que ele tem feito; os que são perseguidos ouvirão isso e se alegrarão. Anunciem comigo a sua grandeza; louvemos juntos o Senhor.” (Salmos 34:1-3/NTLH)

[1] Google dicionário (em: https://www.google.com/search?q=louvar+significado&rlz=1C1GCEA_enBR822BR822&oq=louvar+significado&aqs=chrome..69i57j0l5.6143j1j8&sourceid=chrome&ie=UTF-8 )


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