Diversidade e União



“De fato, Deus dispôs cada um dos membros do corpo, segundo a sua vontade. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, há muitos membros, mas um só corpo.” (1 Co 12:18-20)

Muito se fala, hoje em dia, em “respeito às diferenças”, tanto às “pré-determinadas”, como: raça; genética; cultura; como às de escolha, como: crenças; gostos; estilos de vida; etc. Até as grandes empresas tem buscado formas de respeitar e valorizar a diversidade dos seus funcionários. Em algumas, por exemplo, há a possibilidade de incluir parceiros homossexuais como dependentes no plano de saúde; em outras, respeitam-se feriados próprios de culturas específicas; outras, ainda, fazem propagandas dizendo que a sua empresa atende a todos os “tipos” de pessoas com suas necessidades e estilos específicos.

E no “mundo cristão”, será que se tem reconhecido a importância, instituída por Deus, das diferenças dentro da Igreja? Se, por um lado, devemos estar unidos em um só pensamento, enquanto seguidores de Cristo, entendendo o arrependimento; a humildade; a misericórdia; o amor; o perdão; a servidão; etc; por outro, devemos levar em conta o propósito da criação de Deus, que nos fez diferentes em muitas coisas, capacitando-nos para agir de formas diferentes na direção do deu propósito. É importante frisar que as diferenças que existem entre os “membros do corpo”, segundo a criação de Deus, não têm a ver com gostos ou preferências, mas são inerentes à nossa “natureza espiritual”, que se manifesta e desenvolve à medida que nos deixamos guiar pelo Espírito, sobrepondo-se, assim, aos desejos da carne (João 3:8/Romanos 8:5).

“Há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministério, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus que efetua tudo em todos. A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando o bem comum.” (1 Co 12:4-7)

A criação de Deus é tão perfeita que, se cada indivíduo agir da forma que Deus espera, utilizando os seus dons da maneira exata, o resultado seria algo que beira a utopia, no mundo em que vivemos: “o bem comum”. Devemos lutar contra a possível tendência de pensar que todos os cristãos devem agir da mesma forma, tendo um padrão único de “atuação”, em contraposição ao estímulo do uso dos dons individuais para o bem comum. Não quero de forma nenhuma sugerir que cada um deve fazer o que bem entender, e pode compreender a mensagem de Deus à sua vontade; é preciso que estejamos unidos em um só pensamento, quanto ao evangelho de Cristo (1 Co 1:10); no entanto, não podemos nos limitar a agir como máquinas, desprezando as características especiais que Deus designou a cada qual, com objetivos específicos. A alguns, por exemplo, foi dado o dom da oratória, do discurso; a outros da organização, ou administração; a outros de cantar; de compor; de liderar; de animar; de servir e ministrar, desta ou daquela forma. Não é necessário que todos preguem; que todos administrem; que todos animem; da mesma forma. Devemos sim, buscar as características comuns de um homem de Deus, como: fé; amor; paciência; domínio; etc; mas sem abrir mão dos talentos que Deus nos confiou (Mt 25 : 14-28).

Nesse sentido, a diversidade deve ser estimulada, e não reprimida. Unir não quer dizer igualar a todos, mas, juntar; somar; e não, subtrair. Não devemos, como já disse, confundir a liberdade que temos de buscar a melhor forma de utilizarmos os talentos dados por Deus, com “cada um na sua”, como prega o mundo hoje; mas, sim, buscar a união em Cristo, exercitando nossos dons para o bem de todos (1 Co 10 : 23-24). As pessoas que vivem para este mundo, na maioria das vezes, utilizam suas capacidades para benefício próprio; aos discípulos de Jesus, no entanto, cabe utilizá-las para o propósito de Deus, em benefício do bem comum.

Há algum tempo atrás, recebi uma caneta, na empresa em que trabalho, com a seguinte inscrição: “Juntos podemos mais”, enfatizando o conceito de “sinergia”, muito comum no meio empresarial quando se fala de trabalho em equipe. Esse conceito sugere que, quando um grupo trabalha unido, o resultado é maior do que a simples soma de cada talento individual, ou seja, o verdadeiro trabalho desenvolvido em equipe, onde cada um soma o seu talento aos outros, gera um resultado melhor, do que se cada um cumprir as suas tarefas sem conexão com o resto do grupo. Penso que se cada um exercer, com zelo e humildade, o talento confiado por Deus, na direção do seu propósito (bem comum/edificação/plenitude) e em união com os outros membros do “corpo”, nossa igreja será mais saudável e poderá alcançar a unidade da fé e do conhecimento em Cristo (Efésios 4:11-16).

“Nessa nova vida já não há diferença entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita, escravo e livre, mas Cristo é tudo e está em todos.(...)Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai.” (Cl 3 :11-17)


0 visualização
Igreja de Cristo internacional de SP

(11) 4113-9583

comunica@icoc.org.br

  • White Facebook Icon
  • White Instagram Icon
  • Branco Twitter Ícone
  • White YouTube Icon

@2018 by Igreja de Cristo Internacional de São Paulo

logo.png
  • icoYT-escuro
  • Instagram Social Icon