Ouvir e Falar



8 Dicas para Ouvir e se conectar verdadeiramente com o outro

1. Ao ouvir o outro, estabeleça PRESENÇA, isto é, esteja presente de corpo e alma, concentre-se no outro enaquele momento que estão vivenciando juntos

2. Em qualquer diálogo, tenha um interesse genuíno pelo outro, quem está conversando com você é alguém único, criado por Deus de maneira especial, tenha respeito e acolhimento pela história dele

3. Você não precisa concordar com o outro, apenas compreende-lo, mas para isso, precisa ouvi-lo verdadeiramente

4. Suspenda o julgamento enquanto ouve, aquiete sua mente para ouvir o outro, não fique já pensando na elaboração da resposta ou do conselho, isto não é ouvir

5. Ao ouvir também é importante não interromper, deixe o outro esvaziar-se completamente primeiro, o ouvirassim é curativo, acompanhe a história do outro com o olhar, não com interrupções

6. Muito cuidado ao sair dando conselhos, primeiramente ouça como falamos acima, depois mostre para o outro que você o entendeu, você pode espelhar para ele o que acabou de ouvir e tendo o ok dele de que você compreendeu a mensagem, se ele lhe pedir, ai sim, dê sua opinião ou conselho

7. Já imaginou dar um conselho sem nem confirmar com o outro se aquilo que você ouviu foi realmente o que ele quis dizer? Lembre-se, somos indivíduos diferentes (que bacana isso, já pensou tudo mundo igual?), as vezes uma palavra significa algo para você mas pode significar algo totalmente diferente para o outro. Por isso é muito legal confirmar com o outro o que você entendeu da historia

8. Muitas vezes, quando alguém te chama para abrir o coração, contar algo, o outro só quer ser ouvido, o simples fato de falar sobre a situação para outra pessoa e perceber que foi compreendido, já faz com que ele saia da caixa e enxergue sua situação de outra forma, isso é mágico! Depois dessa percepção e alinhamento, você pode perguntar se ele quer um conselho seu. E ai, pronto para ouvir?

8 Dicas para Falar e se conectar verdadeiramente com o outro

1. Ao falar com o outro comece seu diálogo trazendo somente o fato e não a sua interpretação daquele fato, na interpretação geralmente residem nossos julgamentos e rótulos, o que não ajuda a enxergamos o ser humano que está ali. Por exemplo, em vez de falar: "Você é um egoísta, nunca participa dos nosso encontros." Diga assim: "No encontro de domingo você não apareceu, no de sexta também não, está tudo bem?"

Bem mais leve não é?

2. Não esqueça, a raiz da raiva é a nossa interpretação dos fatos, por isso cuidado por onde seus pensamento te levam...nem sempre eles são a realidade

3. Além de trazer o fato é necessário trazer para o diálogo o sentimento que aquele fato despertou em você, por exemplo, no caso acima, eu diria, "No encontro de quarta feira você não apareceu, no de sexta também não, estou preocupado"

4. Não fomos educados a identificar e lidar com nossos sentimentos, ms eles fazem parte de nós, precisamos acolhe-los e tentar entender o que ele querem nos dizer. O sentimento verdadeiro é percebido no corpo, por exemplo, nos sentimentos negativos muitas vezes a cabeça pesa, o coração fica apertado, as costas doem, esse tipo de sentimento mostra que alguma necessidade nossa não foi atendida.

5. Surpresa! Não é o comportamento dos outros que criam nossos sentimentos, mas sim nossas necessidades não atendidas. Ter consciência disso é importante para não acusarmos os outros quando estamos tristes, chateados, irritados (Nada de "Estou triste pq ele..."). Precisamos voltar para dentro de nós e nos percebemos: O que me causou aquela tristeza? Do que eu precisava naquele momento e não tive? Paz, compreensão, respeito, organização? Isso é autoconhecimento, isso é se conectar com você mesmo e não colocar a culpa no outros!

6. Depois que você se conectou com o fato, o sentimento e a sua necessidade diante daquela situação e os trouxe para o diálogo, o próximo passo é o pedido, lembre-se, o óbvio precisa ser dito, por isso o pedido precisa ser especifico, isto é, concreto e positivo.

7. Não adianta por exemplo, pedir mais "organização", isto é a sua necessidade (que não necessariamente é a do outro!), seu pedido poderia ser: organização é muito importante para mim, você pode deixar seus sapatos dentro da sapateira, em vez de deixá-los espalhados pela sala?" Fazer o pedido dessa maneira ajuda a não termos frustrações, porque o outro sabe exatamente o que precisamos, fica mais fácil para ele nos apoiar, em vez dele tentar ficar adivinhando não é?

8. Ah, o pedido não pode ser uma exigência. Esteja aberto a receber um não e a partir disso exerça sua empatia, o que o outro que acabou de lhe dizer "não" precisa? Qual necessidade dele não está sendo atendida? Como podemos chegar em um acordo ganha, ganha? Experimente!

Essas dicas foram elaboradas por Debora Gaudencio, baseadas no livro "Comunicação Não Violenta" de Marshal Rosemberg e no processo de coaching.


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