Nós Temos um Sonho!



Eu, Jorge, fui batizado em São Paulo em 31 de agosto de 1999, com 22 anos, quando cursava Mestrado em Ciência da Computação na USP. A Ana foi batizada em 20 de outubro de 1993, com 20 anos, quando fazia o seu curso de Direito na São Francisco.

No período em que estudamos a Bíblia com os discípulos, e nas semanas, meses e anos que se seguiram após nossa decisão de nos tornarmos cristãos, nós experimentamos a maravilhosa graça de Deus e o seu incrível poder, que verdadeiramente faz “infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos” (Efésios 3:20). Vimos o seu perdão curar feridas do passado, nos unir a pessoas diferentes, salvar muitos amigos, e encher nosso coração de esperança, como uma “âncora da alma, firme e segura” (Hebreus 6:19). Tivemos o privilégio de trabalhar para a igreja durante alguns anos, liderando grupos de solteiros, jovens e universitários, bem como na administração da igreja, e construímos amizades íntimas que foram e continuam a ser usadas por Deus para nos moldar e transformar.

Em junho de 2000, começamos a namorar e em junho de 2003, nos casamos. Em outubro desse mesmo ano, nos mudamos para Brasília, onde a Ana foi criada. Lá, após passarmos por três anos de profundo desânimo, voltamos a nos dedicar de todo o coração a Deus e aos irmãos e, depois de alguns anos, fomos convidados a liderar a igreja de Cristo Internacional de Brasília. Juntos com Denilson e Paula, Daniel e Patrícia, Ariel e Cíntia, e depois John e Kay, e com a ajuda amorosa e intensa de James e Kelly Shults, passamos cinco dos nossos melhores anos como cristãos conversando, tomando decisões, nos unindo, chorando, e certamente rindo, à medida que buscávamos a direção de Deus em como ajudar aquela igreja a avançar. Tivemos algumas derrotas e muitas vitórias e, ainda que não pensássemos sempre da mesma maneira, aprendemos a discordar e ainda assim seguir em frente unidos, gozando das bênçãos que Deus nos concedia.

No segundo semestre de 2013, começamos a conversar com os líderes principais de São Paulo, que acabaram por nos convidar para vir liderar a igreja daqui. Buscamos a Deus e pedimos muitos conselhos, e decidimos vir no final de janeiro de 2014. Vários motivos nos impulsionaram a tomar tal decisão.

Primeiro, temos imensa gratidão pelo que conhecemos aqui. Por anos fomos amados, liderados, aconselhados e encorajados por discípulos dessa igreja. Foi aqui que fomos salvos; foi aqui que demos nossos primeiros passos na vida cristã e aprendemos a influenciar pessoas para Jesus; foi aqui que eu e Ana nos conhecemos e nos casamos. Ainda que tudo que tenhamos de bom tenha vindo de Deus, reconhecemos com reverência como Deus também usa pessoas para dar presentes aos seus filhos, e sentimos uma enorme dívida de gratidão para com essa igreja.

Segundo, temos a convicção de que a igreja de Cristo Internacional de São Paulo é uma igreja composta de discípulos incríveis, que têm verdadeiramente renunciado a tudo o que têm e seguido a Jesus Cristo. Nossos olhos enchem-se de lágrimas ao pensar nas histórias de amor, sacrifício e renúncia que ouvimos em cada setor e cada região dessa igreja. Nosso coração encheu-se de ânimo ao pensar que teríamos o privilégio de liderar e trabalhar junto a tantos desses irmãos.

Terceiro, apesar de termos ficado em Brasília por dez anos, e de lá termos lutado nossas próprias batalhas, nosso coração sofria com saudades dos irmãos de São Paulo e ao ver a dor pela qual a igreja daqui passava, nesse período. Em momento algum nos consideramos como o casal que resolveria os problemas daqui, mas reconhecemos que poderíamos ajudar, e desejamos vir formar um time de líderes e amigos que, com um espírito humilde e determinado, lideraria essa igreja para dias ainda melhores.

Quarto, fomos profundamente movidos ao ver a humildade que existia no coração dos principais líderes dessa igreja. A Bíblia ensina que “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes” (Tiago 4:6, 1 Pedro 5:5). Ainda que no passado a humildade não tenha sido uma das virtudes pelas quais éramos conhecidos, temos aprendido que ela é a qualidade que mais deveríamos buscar como povo de Deus, individual e coletivamente. Os líderes principais da igreja de São Paulo têm, em média, 20 anos de experiência trabalhando para a igreja, cada um. Juntos, eu e Ana possuímos menos de 10. Os líderes principais daqui já plantaram ou lideraram igrejas ou regiões de centenas de pessoas. Nós liderávamos uma igreja com pouco menos que 70 discípulos. Vários líderes possuem filhos que já estão na idade adulta ou na fase adolescente. Nossos pimpolhos têm menos de 10. Naturalmente, os líderes daqui dificilmente nos considerariam como um casal que desejariam trazer para liderar a igreja. No entanto, nas conversas que tivemos antes de decidirmos vir, presenciamos nesses homens e mulheres um espírito rendido, humilde e desejoso de colocar o bem da igreja acima de si mesmos, e de trabalhar de forma mutuamente submissa para a glória de Deus.

Por fim, testemunhamos o desejo da igreja de reconstruir o que não estava bom. Conversamos com inúmeros líderes, pagos pela igreja ou não, e testemunhamos o amor sincero por Cristo e o desejo real de pagar o preço para fazer qualquer coisa que fosse necessária para que a Sua igreja em São Paulo fosse saudável e luz para a terra. Obviamente, é muito mais fácil começar uma nova construção que reconstruir algo de forma diferente. O processo de reconstrução envolve a dor de separar o que é bom do que é ruim, e a paciência e humildade para liderar aqueles que discordam ou estão fracos. Se a igreja de Deus fosse algo sem valor, que pudéssemos jogar fora ou descartar, talvez não ficássemos animados de participar dessa reconstrução. Mas a igreja é a noiva de Cristo, preciosa e bela, e ficamos extremamente animados e honrados de fazer parte dessa reconstrução.

Nos quase seis meses desde que chegamos a São Paulo, temos visto Deus agir, de forma simples e poderosa, para restaurar relacionamentos, nos unir e nos dar esperança. Temos sido tocados pelo amor com que a igreja tem tratado a nós e a nossos filhos e temos aprendido muito com o exemplo de tantos que já estão à nossa frente, mais pertos de nosso Jesus. Por isso e outras coisas, queremos agradecer aos discípulos dessa igreja.

Verdadeiramente, acreditamos que os nossos melhores dias como igreja estão adiante de nós! Não viemos a São Paulo para restaurar dias de glória do passado, mas para ser mais uma peça, além das que já estão aqui nessa igreja, na construção de algo novo, que já está surgindo (Isaías 43:19).

Parafraseando as palavras de Martin Luther King, “nós temos um sonho”! O sonho de sermos uma igreja frutífera, que resgata o maior número possível de pessoas do vazio de um mundo “sem Deus e sem esperança”, como a semente de Mateus 13, que cresce e se torna uma árvore que provê abrigo aos pássaros do céu! O sonho de vivermos em alegria e união, como irmãos unidos ao redor do propósito de em tudo agradar ao nosso Pai, gozando das bênçãos da vida completa que Cristo nos dá! O sonho de “combater o bom combate, completar a carreira, guardar a fé” e, então, ouvir as doces palavras do nosso Pai: “Muito bem, servo bom e fiel, venha e participe da alegria do seu senhor!” (Mateus 25:21).

Vamos sonhar juntos?


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